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Crescimento da imobiliária: 8 indicadores para mensurar resultados

O que deve ser colocado em pauta no momento de mensurar o crescimento da imobiliária? É sobre isso que vamos abordar nesse

Equipe Flexpro Sistemas

Sua imobiliária está realmente crescendo ou apenas aumentando o volume de trabalho?


Essa é uma pergunta que todo gestor imobiliário deveria fazer regularmente.

Afinal, conquistar novos clientes, captar mais imóveis e fechar contratos são sinais positivos. Mas esses resultados, isoladamente, não garantem que a empresa esteja crescendo de maneira saudável.


Uma imobiliária pode aumentar seu faturamento e, ao mesmo tempo, enfrentar problemas de rentabilidade, perder contratos de administração ou sobrecarregar sua equipe com processos pouco eficientes. Por isso, mensurar o crescimento da imobiliária exige acompanhar indicadores financeiros, comerciais e operacionais, identificando não apenas quanto a empresa cresceu, mas também a qualidade desse crescimento.


Neste artigo, você vai conhecer oito indicadores essenciais para avaliar o desempenho da sua imobiliária, entender como calculá-los e descobrir como utilizar essas informações para tomar decisões mais estratégicas.

Por que mensurar o crescimento da imobiliária?

O crescimento de uma imobiliária não deve ser medido apenas pela quantidade de imóveis cadastrados ou pelo número de contratos fechados. É necessário entender se a operação está se tornando mais rentável, produtiva e sustentável.


Imagine duas imobiliárias:

A primeira administra 500 contratos de locação, mas enfrenta altos índices de inadimplência, cancelamentos frequentes e dificuldades para controlar seus processos financeiros.


A segunda administra 350 contratos, possui uma carteira estável, mantém suas despesas sob controle e apresenta crescimento consistente na receita recorrente.


Qual delas apresenta melhores resultados?

A resposta depende de uma análise mais ampla. Embora a primeira tenha uma carteira maior, a segunda pode apresentar maior rentabilidade e melhores condições de crescimento. É justamente por isso que acompanhar indicadores de desempenho é tão importante.


Com dados organizados, a imobiliária consegue:

  • Identificar oportunidades de crescimento e expansão.

  • Avaliar a produtividade da equipe comercial.

  • Entender quais canais geram mais negócios.

  • Acompanhar a evolução da carteira de locações.

  • Identificar desperdícios e despesas desnecessárias.

  • Planejar investimentos com maior segurança.

  • Estabelecer metas realistas para cada setor.

O objetivo não é apenas reunir números, mas transformar informações em decisões que contribuam para o crescimento do negócio.

1. Crescimento do faturamento e da rentabilidade

O primeiro passo para avaliar o crescimento da imobiliária é analisar seus resultados financeiros. Entretanto, existe uma diferença importante entre faturamento e lucro. O faturamento representa a receita gerada pelas atividades da empresa, como taxas de administração, comissões de vendas e serviços prestados.


Já o lucro corresponde ao resultado obtido após a dedução dos custos, despesas e demais valores aplicáveis. Isso significa que uma imobiliária pode aumentar seu faturamento sem necessariamente aumentar seu lucro.


Como calcular o crescimento do faturamento?

A fórmula é:

Crescimento (%) = [(Faturamento atual − Faturamento anterior) ÷ Faturamento anterior] × 100


Por exemplo: Uma imobiliária faturou R$ 80 mil em determinado mês e R$ 100 mil no mesmo mês do ano seguinte. Nesse caso, o crescimento foi de 25%.


Esse resultado é positivo, mas precisa ser analisado juntamente com a evolução das despesas.

Se os custos aumentaram proporcionalmente mais do que a receita, a rentabilidade pode ter diminuído.

Quais relatórios financeiros acompanhar?

Três instrumentos são especialmente importantes:

Demonstrativo do Resultado do Exercício (DRE): apresenta receitas, custos, despesas e o resultado econômico da empresa em determinado período. Ajuda a identificar se a imobiliária está operando com lucro ou prejuízo.

Fluxo de caixa: acompanha as entradas e saídas efetivas de recursos financeiros, permitindo avaliar a disponibilidade de dinheiro para cumprir obrigações e realizar investimentos.

Balanço patrimonial: apresenta os ativos, passivos e patrimônio líquido da empresa em uma data específica, contribuindo para a análise de sua situação patrimonial e financeira.

Essas informações são complementares e ajudam o gestor a compreender a situação financeira do negócio.

Outro cuidado importante é separar os valores movimentados em nome de proprietários e terceiros das receitas efetivamente pertencentes à imobiliária. O volume de aluguéis administrados, por exemplo, não deve ser confundido com o faturamento próprio da empresa.

2. Crescimento da carteira de locações

Para imobiliárias que trabalham com administração de aluguéis, acompanhar a evolução da carteira de contratos é fundamental. Isso porque a administração de locações pode proporcionar receitas recorrentes, contribuindo para a previsibilidade financeira do negócio. E ntretanto, não basta acompanhar quantos contratos novos foram assinados.


Também é necessário observar quantos contratos deixaram de ser administrados.


Como calcular o crescimento líquido da carteira?

Considere o seguinte exemplo:

  • Contratos ativos no início do mês: 300.

  • Novos contratos adicionados: 20.

  • Contratos encerrados ou perdidos: 8.

  • Contratos ativos no final do mês: 312.


Nesse cenário, a imobiliária apresentou um crescimento líquido de 12 contratos, equivalente a 4% da carteira inicial. A análise permite identificar se a operação está realmente expandindo sua base de contratos administrados.

Outros indicadores importantes da carteira

Além do crescimento líquido, vale acompanhar a taxa de perda de contratos, o valor médio das taxas de administração, a receita recorrente da carteira e os principais motivos de encerramento.


Uma carteira pode crescer em quantidade e, ainda assim, apresentar uma evolução financeira pouco significativa. Por isso, o ideal é acompanhar tanto o volume de contratos quanto a receita gerada por eles.


3. Taxa de conversão de leads em negócios

Sua imobiliária recebe muitos contatos, mas quantos realmente se transformam em vendas ou locações?


A taxa de conversão é um dos principais indicadores para avaliar a eficiência comercial.

Ela mostra a proporção de oportunidades que avançam até um resultado desejado.


Como calcular a taxa de conversão?

Taxa de conversão (%) = (Negócios fechados ÷ Oportunidades recebidas) × 100


Imagine que, durante determinado período, sua imobiliária recebeu 200 oportunidades comerciais e fechou 20 negócios. A taxa de conversão foi de 10%. A partir desse resultado, o gestor pode investigar questões importantes:

  • Os leads recebidos possuem o perfil adequado?

  • Os corretores estão realizando os acompanhamentos necessários?

  • As oportunidades estão sendo distribuídas corretamente?

  • Existem negociações paradas no funil?

  • Quais canais geram contatos com maior potencial de fechamento?

É importante utilizar critérios consistentes para contabilizar oportunidades e negócios, evitando duplicidades e comparações entre períodos incompatíveis.

A importância de acompanhar o funil comercial

Um CRM imobiliário permite organizar as oportunidades em diferentes etapas, desde o primeiro atendimento até o fechamento.


Com o Moov 2.0, da Flexpro, a imobiliária pode estruturar funis de vendas, locações e captação, acompanhar atividades e organizar o histórico dos atendimentos.


Dessa forma, o gestor ganha maior visibilidade sobre o andamento das negociações e consegue identificar oportunidades que precisam de atenção.

4. Desempenho e produtividade dos corretores

Outro aspecto importante para mensurar o crescimento da imobiliária é avaliar o desempenho da equipe. Entretanto, analisar apenas o número de vendas ou locações realizadas por cada corretor pode oferecer uma visão limitada.


É necessário considerar as diferentes etapas do trabalho comercial. Entre os indicadores que merecem atenção estão:

Captação de imóveis: quantidade de imóveis captados, perfil das propriedades, qualidade das informações e potencial comercial.

​Atendimentos realizados: volume de oportunidades acompanhadas e evolução dos contatos.

Visitas agendadas e realizadas: quantidade de visitas e sua contribuição para o avanço das negociações.

Propostas apresentadas: número de propostas enviadas e proporção que evolui para fechamento.

Negócios concluídos: quantidade e valor das vendas e locações realizadas.

Tempo de resposta: intervalo entre a chegada de uma oportunidade e o primeiro atendimento.

Esses dados ajudam a identificar dificuldades e oportunidades de desenvolvimento profissional.

Por exemplo, um corretor pode realizar muitas visitas, mas apresentar poucas propostas. Outro pode receber diversas oportunidades, porém demorar para realizar o primeiro contato.
Cada situação exige uma abordagem diferente.

Uma boa avaliação de desempenho deve servir para orientar a equipe, aprimorar processos e aumentar a produtividade, e não apenas cobrar resultados.

5. Custo de aquisição de clientes (CAC)

Atrair novos clientes exige investimento. Campanhas de marketing, anúncios pagos, ferramentas comerciais e atividades de prospecção representam custos que precisam ser considerados.


Por isso, acompanhar o Custo de Aquisição de Clientes (CAC) ajuda a avaliar a eficiência dos investimentos realizados para conquistar novos negócios.


Como calcular o CAC?

CAC = Investimento em marketing e vendas ÷ Número de novos clientes adquiridos


Imagine que uma imobiliária investiu R$ 6.000 em marketing e vendas durante determinado período e conquistou 12 novos clientes.

Nesse cenário, o CAC foi de R$ 500 por cliente. Esse valor deve ser comparado à receita e à margem que esses clientes podem gerar para a imobiliária.


Também é importante definir claramente o que representa um novo cliente: um proprietário que contratou a administração, um comprador ou outro perfil, conforme o objetivo da análise.


No mercado imobiliário, diferentes serviços possuem ciclos de negociação, custos e retornos distintos. Por isso, avaliar o CAC separadamente por tipo de negócio pode oferecer informações mais úteis para a gestão.

6. Taxa de vacância e tempo médio de locação

Para imobiliárias que administram ou comercializam imóveis para aluguel, o tempo que uma propriedade permanece disponível é outro indicador relevante.

Quanto maior o período sem locatário, maior pode ser o impacto financeiro para o proprietário.


Além disso, uma carteira com muitos imóveis disponíveis por longos períodos pode indicar dificuldades relacionadas à precificação, divulgação ou condução das negociações.


Como calcular a taxa de vacância?

Uma forma de acompanhar a vacância da carteira ofertada é: Taxa de vacância (%) = (Imóveis vagos ÷ Total de imóveis considerados na carteira) × 100


Por exemplo, se uma carteira possui 100 imóveis, dos quais 15 estão vagos, a taxa de vacância é de 15%.


É fundamental definir quais imóveis entram nessa conta, utilizando o mesmo critério nos períodos comparados. Outro indicador importante é o tempo médio de locação, calculado a partir do número de dias que os imóveis permanecem disponíveis até serem alugados.


Essas informações ajudam a identificar:

  • Imóveis com valores desalinhados ao mercado.

  • Regiões com maior ou menor procura.

  • Tipologias com maior velocidade de locação.

  • Necessidade de melhorar anúncios e divulgação.

  • Oportunidades para otimizar o trabalho comercial.


Acompanhar esses indicadores contribui para uma gestão mais estratégica da carteira.


7. Satisfação e retenção dos clientes

O crescimento de uma imobiliária também depende de sua capacidade de manter bons relacionamentos. Conquistar novos proprietários é importante, mas preservar os contratos de administração existentes também é essencial.


Uma imobiliária que capta muitos imóveis, mas perde proprietários frequentemente, pode enfrentar dificuldades para sustentar seu crescimento. Por isso, vale acompanhar indicadores relacionados à experiência e à permanência dos clientes.


Entre eles estão a taxa de retenção de proprietários, os motivos de cancelamento de contratos, o volume de reclamações, o tempo de resolução das solicitações e os resultados de pesquisas de satisfação.


Como medir a satisfação?

Uma alternativa é utilizar o Net Promoter Score (NPS), uma metodologia que avalia a disposição dos clientes em recomendar a empresa.


A pesquisa utiliza uma escala de 0 a 10 e classifica as respostas em detratores, neutros e promotores. O resultado é calculado pela diferença entre o percentual de promotores e o percentual de detratores. Mais importante do que acompanhar apenas a pontuação é compreender os motivos das avaliações: problemas recorrentes de comunicação, demora nos atendimentos e dificuldades no acesso a informações podem indicar processos que precisam ser aprimorados.

Como organizar os KPIs da imobiliária?

Conhecer os indicadores é apenas o primeiro passo.

Para que eles realmente contribuam para a gestão, é necessário estabelecer uma rotina de acompanhamento. Os KPIs, ou indicadores-chave de desempenho, devem estar relacionados aos objetivos estratégicos da imobiliária.


Por exemplo, se a prioridade é ampliar a carteira de locações, faz sentido acompanhar novos contratos, cancelamentos, crescimento líquido e receita recorrente.


Se o objetivo é melhorar os resultados comerciais, a atenção deve estar voltada à conversão, às oportunidades em andamento e à produtividade dos corretores.


Uma boa prática é definir responsáveis por cada indicador, estabelecer metas e comparar os resultados com períodos anteriores.


Exemplo de acompanhamento mensal:

IndicadorResultado anteriorResultado atual
Contratos ativos300312
Leads recebidos180200
Negócios fechados1520
Taxa de conversão8,3%10%
Faturamento próprioR$ 80 milR$ 100 mil

Valores ilustrativos.


Esse tipo de acompanhamento permite visualizar a evolução do negócio e identificar quais resultados merecem uma análise mais aprofundada.


Também é importante lembrar que indicadores isolados não explicam toda a realidade da operação.


O aumento de leads, por exemplo, precisa ser analisado juntamente com a conversão e o custo de aquisição. Da mesma forma, o crescimento do faturamento deve ser acompanhado pela evolução das despesas e da rentabilidade.


Como a tecnologia ajuda a mensurar o crescimento da imobiliária?

Conforme uma imobiliária cresce, aumenta também a quantidade de informações que precisam ser acompanhadas: contratos, cobranças, repasses, atendimentos, imóveis, negociações e atividades comerciais passam a gerar dados diariamente.


Quando essas informações ficam distribuídas entre planilhas, conversas de WhatsApp e ferramentas desconectadas, o acompanhamento dos resultados se torna mais trabalhoso. Além disso, a falta de integração pode dificultar a identificação de problemas e comprometer a qualidade das informações utilizadas nas decisões.


É nesse cenário que a tecnologia assume um papel estratégico.

Simob: gestão administrativa e financeira

O Simob, sistema de gestão imobiliária da Flexpro, auxilia na organização das rotinas administrativas, financeiras e operacionais.

Com recursos de controle financeiro, gestão de contratos, relatórios gerenciais e Business Intelligence (BI), a imobiliária pode acompanhar informações importantes para avaliar o desempenho do negócio.

O BI contribui para a visualização e análise dos dados disponíveis, facilitando o acompanhamento de resultados e a identificação de tendências.

Assim, o gestor consegue dedicar menos tempo à consolidação manual de informações e mais atenção à análise da operação.


Moov 2.0: acompanhamento da operação comercial

Enquanto o Simob apoia a gestão administrativa e financeira, o Moov 2.0, CRM imobiliário da Flexpro, contribui para a organização e o acompanhamento das atividades comerciais.


A plataforma reúne recursos como funis de vendas, locações e captação, gestão de tarefas, histórico de atendimentos, integração com WhatsApp e automações. Essas funcionalidades ajudam a estruturar o processo comercial e oferecem maior visibilidade sobre as oportunidades em andamento.


Com informações organizadas, a imobiliária consegue acompanhar melhor suas negociações, identificar gargalos e orientar a equipe com mais clareza.

O valor de uma operação integrada

O principal benefício de utilizar soluções integradas não está apenas na quantidade de funcionalidades disponíveis.


Está na possibilidade de reduzir a fragmentação das informações e estabelecer processos mais consistentes entre os diferentes setores da imobiliária.


Com o Simob e o Moov 2.0, a Flexpro oferece soluções complementares para apoiar a gestão administrativa, financeira e comercial.


Afinal, crescer exige mais do que conquistar novos negócios. Exige ter estrutura para administrar o que acontece depois de cada negociação.

Conclusão: crescer é importante, mas saber como crescer é essencial

Mensurar o crescimento da imobiliária vai muito além de acompanhar quantos imóveis foram captados ou quantos contratos foram assinados. É necessário compreender a evolução financeira, a produtividade da equipe, a qualidade da carteira de locações, a eficiência comercial e a satisfação dos clientes.


Ao acompanhar esses indicadores, o gestor deixa de depender apenas de percepções e passa a contar com informações mais consistentes para orientar suas decisões.


E quanto mais organizada estiver a operação, mais fácil será transformar esses dados em oportunidades de melhoria.


Sua imobiliária tem os números necessários para entender seus resultados e planejar o próximo passo?


Conheça as soluções da Flexpro Sistemas e descubra como o Simob e o Moov 2.0 podem ajudar a estruturar a gestão da sua imobiliária, conectar processos e apoiar um crescimento mais sustentável.

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